Evento conscientiza sobre o Autismo em Caruaru



O autismo é um transtorno caracterizado pela dificuldade na comunicação e na interação social. Essa condição também leva o paciente a viver alterações de comportamento, expressas principalmente na repetição de movimentos. Por falta de conhecimento específico, muitas vezes, o paciente sofre por não ter essa condição interpretada e tratada da forma correta.


Com o propósito de conscientizar a população caruaruense a respeito desse transtorno, a neuropsiquiatra Danielle Angelle convida a todos para participar do primeiro evento de Conscientização do Mês do Autista, que acontecerá no próximo domingo (30), a partir das 9h, com concentração em frente ao Campo do Central, na Avenida Agamenon Magalhães. Na ocasião, os presentes serão convidados a participar de programação especial.



Vestidos com as cores do autismo, que é o azul, o público participará de uma caminhada com destino a Praça Chico Porto. Por lá, além de muitas brincadeiras, shows musicais, de mágica, gincanas e interação com arte educadores, a população também terá acesso a muita informação sobre o autismo. “Será um momento de aprendizado para as crianças, jovens e adultos”, destaca Danielle Angelle.



Ainda de acordo com a médica, a intenção é orientar a população para que as pessoas portadoras desse transtorno não sejam recriminadas. “Relacionar-se com uma criança autista costuma não despertar tanto interesse, justamente pela falta de informação sobre as dificuldades que o transtorno impõe sobre o próprio portador. A partir de informações direcionadas, é possível mudar essa realidade e viver em harmonia”, diz.



Para as pessoas que desejem participar com a camisa do evento, ela pode ser adquirida pelo valor de R$ 25, no Centro de Neuropsiquiatria e Multi Diagnósticos Dra. Danielle Angelle, que está localizado na Avenida Dr. Pedro Jordão, 600, Maurício de Nassau, Caruaru. Vale lembrar que o evento de Conscientização do Mês do Autista é uma ação gratuita, com o simples propósito de orientar e fomentar o contato social.





Mais sobre o autismo



No calendário, existe um dia específico para trabalhar com o tema: 02 de abril, Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. O autismo não faz distinção entre classe social e etnias, porém, os casos em meninos são mais comuns do que em meninas. Os sintomas do autismo podem aparecer já nos primeiros meses de vida, porém, pela própria falta de orientação, dificilmente os casos são identificados precocemente.



O mais comum é que os sinais fiquem evidentes antes de a criança completar três anos. Dependendo do quadro clínico dos pacientes, o autismo pode ser classificado em três grupos: ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, movimentos repetitivos e deficiência mental; o portador não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente, não usa a fala como ferramenta de comunicação e tem comprometimento da compreensão; e por último vem os pacientes que apresentam domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior e menor dificuldade de interação sócia.



“Um dos diferenciais da forma de tratar transtornos dessa natureza aqui no Centro de Neuropsiquiatria é que o diagnóstico só é dado, no caso de crianças, a partir dos quatro anos de idade, levando em questão avaliações de outros profissionais. Isso certifica a forma correta que o transtorno vem a ser tratado em cada paciente. Tudo isso é baseado em estudos e métodos desenvolvidos por países de primeiro mundo, sobretudo no que diz respeito ao autismo”, explica Danielle Angelle.



A partir do último Manual de Saúde Mental (DSM-5), que é um guia de classificação diagnóstica, o autismo e todos os distúrbios, incluindo o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS) e Síndrome de Asperger, fundiram-se em um único diagnóstico chamado Transtornos do Espectro Autista (TEA).



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