O preço da carne para
o consumidor está maior. Um dos fatores responsáveis pela alta no valor da
proteína é a influência das exportações do produto à China. O país passou a
importar mais carne brasileira por conta de um de um surto de gripe suína. Com
isso, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Brasil
registrou números recordes nas exportações de carne bovina, fato que se
refletiu em um expressivo aumento na arroba do boi.
"Houve aumento não só no preço da carne bovina, mas em todas as proteínas. A China é o maior consumidor de suíno do planeta e por conta da peste africana eles estão importando com muita força as proteínas”, explica o chefe de Informação do Mercado Agrícola do Ceasa-PE, Marcos Barros. “O motivo é esse. A China é um mercado forte, tem muitos consumidores e um poder aquisitivo enorme e está precisando importar para que os chineses possam continuar consumindo”, explica.
"Houve aumento não só no preço da carne bovina, mas em todas as proteínas. A China é o maior consumidor de suíno do planeta e por conta da peste africana eles estão importando com muita força as proteínas”, explica o chefe de Informação do Mercado Agrícola do Ceasa-PE, Marcos Barros. “O motivo é esse. A China é um mercado forte, tem muitos consumidores e um poder aquisitivo enorme e está precisando importar para que os chineses possam continuar consumindo”, explica.
No Brasil são 46
frigoríficos autorizados a exportar. Por conta da disputa da proteína, ocasionou
em uma alta de preços no mercado interno. “No entanto ainda há espaço para o
valor da carne subir mais por conta da sazonalidade. Com 13º salário, FGTS, o
consumidor tem um poder aquisitivo maior e pretende consumir mais. Isso faz com
que o preço final seja inflacionado”, detalha Barros ainda dizendo que por
conta da alta do preço do dólar, que passa dos R$ 4,20, exportar a carne se
torna um caminho interessante. Para a supervisora técnica do Dieese em
Pernambuco, Jackeline Natal, a alta dos preços é um movimento comum da lei de
oferta e procura. "Além disso, os insumos para criar o boi são caros e
importados, ou seja, sofrem influência do dólar", detalha.
“Essa euforia não dura muito tempo. Acredito que este momento é de ajuste no preço da carne”, afirmou a ministra Tereza Cristina, que não descarta a tese de que mesmo o Brasil sendo um grande exportador, importar a carne para promover o equilíbrio de mercado. A fala foi dita em evento no início da semana, no Mato Grosso do Sul.
Barros ainda explica que o preço médio histórico do arroba do boi subiu de R$ 150 para R$ 210, em Pernambuco. “Isso afeta o consumidor final, pois 80% do preço da carne é oriunda do preço do arroba do boi”, afirma. Quem sente no bolso a alta desses preços são os consumidores, como a copeira Conceição Lima, de 57 anos, que durante a entrevista com a reportagem indicava o aumento de cada tipo de carne. “Infelizmente a gente tem que comprar e não dá para deixar de consumir. Tenho pesquisado mais para conseguir comprar. Se eu comprava 4kg agora só compro 2kg”, conta Conceição que observou o aumento desde o fim da última semana.
Gerente de um frigorífico no centro da cidade, Odair Dias, conta sobre o reajuste. De acordo com ele, o Acém passou de R$ 12,99 para R$ 19,99, o que representa um aumento de quase 54%. “As carnes de primeira e de segunda estão mais caras. Os clientes chegam aqui e reclamam do valor e não sabem o motivo, então a gente explica. Mas o jeito é pesquisar para economizar”, detalha Dias.
Quem também tem sofrido com o preço maior da carne é a aposentada Rosimere dos Santos, de 55 anos. “A gente tem que consumir de qualquer jeito, na minha casa todos comem carne. Mas que o preço aumentou é verdade e não sei o motivo. O preço estava variando de acordo com cada lugar, mas agora está tudo igual”, lamenta a consumidora.
“Essa euforia não dura muito tempo. Acredito que este momento é de ajuste no preço da carne”, afirmou a ministra Tereza Cristina, que não descarta a tese de que mesmo o Brasil sendo um grande exportador, importar a carne para promover o equilíbrio de mercado. A fala foi dita em evento no início da semana, no Mato Grosso do Sul.
Barros ainda explica que o preço médio histórico do arroba do boi subiu de R$ 150 para R$ 210, em Pernambuco. “Isso afeta o consumidor final, pois 80% do preço da carne é oriunda do preço do arroba do boi”, afirma. Quem sente no bolso a alta desses preços são os consumidores, como a copeira Conceição Lima, de 57 anos, que durante a entrevista com a reportagem indicava o aumento de cada tipo de carne. “Infelizmente a gente tem que comprar e não dá para deixar de consumir. Tenho pesquisado mais para conseguir comprar. Se eu comprava 4kg agora só compro 2kg”, conta Conceição que observou o aumento desde o fim da última semana.
Gerente de um frigorífico no centro da cidade, Odair Dias, conta sobre o reajuste. De acordo com ele, o Acém passou de R$ 12,99 para R$ 19,99, o que representa um aumento de quase 54%. “As carnes de primeira e de segunda estão mais caras. Os clientes chegam aqui e reclamam do valor e não sabem o motivo, então a gente explica. Mas o jeito é pesquisar para economizar”, detalha Dias.
Quem também tem sofrido com o preço maior da carne é a aposentada Rosimere dos Santos, de 55 anos. “A gente tem que consumir de qualquer jeito, na minha casa todos comem carne. Mas que o preço aumentou é verdade e não sei o motivo. O preço estava variando de acordo com cada lugar, mas agora está tudo igual”, lamenta a consumidora.
Fonte: Folha de Pernambuco

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