Pacto pela Vida gera debate entre os deputados na Assembleia Legislativa

As gestões do Pacto pela Vida do Estado e do Recife foram criticadas pelo líder da Oposição na Alepe, deputado Sílvio Costa Filho (PRB), na Reunião Plenária desta terça (9). Para o parlamentar, o Governo precisa “se abrir ao diálogo com atores da sociedade civil para debater a piora nos índices de violência no Estado”. O deputado Rodrigo Novaes (PSD) e o líder do Governo, Waldemar Borges (PSB), rebateram as críticas.
“O Pacto pela Vida produziu uma queda significativa da criminalidade nos quatro primeiros anos. No entanto, desde o final de 2013, a violência voltou a crescer”, apontou Costa Filho. “Na Capital, o prefeito Geraldo Julio criou, há três anos, o Pacto pela Vida do Recife, mas a violência na cidade aumentou 26% nesse período”, destacou. Ele também observou que, em julho passado, foram registrados 59 assassinatos no Recife, quase o dobro dos 30 casos ocorridos em julho de 2013, quando o pacto municipal foi lançado. O parlamentar defendeu que seria importante uma reunião com o governador, a fim de debater soluções para a violência.
Logo após, o deputado governista Rodrigo Novaes respondeu às críticas de Costa Filho. “O governador acompanha os índices de violência e tem reuniões periódicas com os gestores da segurança pública no Estado. Não é justo dar a impressão de que o Governo não tem pulso firme contra a violência”, considerou Novaes. Sobre o desempenho do Pacto pela Vida municipal, o deputado do PSD ressaltou que, “mesmo sem ter obrigação constitucional para isso, a Prefeitura do Recife criou a Secretaria de Segurança Urbana e proporcionou um ambiente valioso para a comunidade com o Centros Comunitários da Paz (Compaz)”.
Outra resposta veio do líder do Governo, Waldemar Borges. “A gestão de Geraldo Julio tem aprovação de mais de 70%, em momento de crise econômica e escassez de recursos”, salientou o deputado socialista, elogiando diversas ações da Prefeitura. Sobre a segurança pública, Borges comparou a situação de segurança de Pernambuco com a de outros Estados que enfrentam crises no setor, como Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. “Talvez tenha faltado a esses governos a oportunidade de ter um plano como o Pacto pela Vida, em que os governadores assumem para si e se envolvem pessoalmente na gestão do tema”, ponderou Borges.
Blog do Jamildo 

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