Número de policiais mortos em 2015 ultrapassa os do ano passado em PE

O número de policiais civis e militares assassinados em Pernambuco em 2015 até esta segunda-feira (31) - 18 - já ultrapassa a quantidade de profissionais mortos no ano passado inteiro, quando foram registrados 17 homicídios.

Segundo dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), de janeiro ao dia 5 de agosto, 11 policiais militares e 2 civis foram mortos fora de serviço. Somando a este número a morte da agente da Polícia Civil Tatiana Ribeiro de Melo, 35 anos, vítima de latrocínio no último sábado (29), o número subiu para três.

Nenhum policial civil morreu em serviço este ano, e, incluindo a morte do cabo Adriano Batista da Silva, 41, assassinado com um tiro na cabeça nesse domingo (30) por um colega de trabalho dentro da viatura, foram quatro PMs mortos em serviço este ano.

"O policial antes de ser policial também é cidadão e está exposto à violência. Nós temos trabalhado bastante no sentido de reduzir os índices no Estado, mas temos registrado alta neste ano de 2015", admite o secretário da pasta, Alessandro Carvalho.

No ano passado, cinco policiais civis foram mortos fora de serviço (nenhum em serviço). Já policiais militares foram oito mortos fora de serviço e quatro em serviço.

Em relação à morte da agente Tatiana Ribeiro, que reagiu a um assalto, o secretário justificou que, por serem profissionais treinados, depende da avaliação do policial se vai reagir ou não. "Quando o policial decide reagir é porque ele entendeu que havia a possibilidade de reação ou que sua vida corria risco", explicou.

Os dois acusados de participar da investida que provocou a morte da policial foram presos ainda no sábado. O acusado de matar o cabo Adriano, Flávio Oliveira da Silva, 32, também foi preso e responderá a inquérito militar. Ele tinha histórico de abuso de drogas e problemas psicológicos.

"Quem decide se um policial tem ou não condição de permanecer nas ruas com uma arma é uma junta médica. Infelizmente aconteceu este crime, agora isto nos acende uma luz, vamos tratar de forma ainda mais rígida o acompanhamento psicológico", afirma Alessandro Carvalho.

Para tentar barrar a violência, Pernambuco formou, na manhã desta segunda-feira (31), 1.117 policiais militares. Estes passarão por um estágio prático de 15 dias e em seguida serão distribuídos para as ruas de todo o Estado.

"A cada passo que a criminalidade dá, a gente dá um contra-passo tentando evitá-la. Uma situação como essa exige uma integração cada vez maior de todos nós. Toda a sociedade, todas as instituições têm suas contribuições, eu quero potencializar essas contribuições para enfrentar isso", avaliou o governador Paulo Câmara.

NE10

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