Bezerros e Gravatá serão fiscalizadas pela oposição de Pernambuco

Na última semana de recesso parlamentar, a oposição na Assembleia Legislativa reforça a estratégia de confrontamento e contraponto ao governo do Estado, voltando à estrada para cumprir a agenda de inspeções do Pernambuco de Verdade, o mecanismo criado para expor obras inacabadas, serviços públicos deficientes e propostas não realizadas pelo Executivo pernambucano.
A liderança da oposição expediu, ontem, ofício circular aos gabinetes dos 13 deputados da bancada para se incorporarem à quinta rodada de vistorias, na próxima terça-feira (28), e pela primeira vez no Agreste do Estado, nos municípios de Gravatá, Bezerros e Caruaru. Os deputados vão passar por hospitais, postos de saúde, rodovias estaduais e ouvir lideranças políticas, de entidades e comunitárias.
Uma equipe de assessores dos oposicionistas está percorrendo a região para identificar problemas e levantar queixas da população, mas a liderança da bancada evita revelar os locais que serão inspecionados. “Não revelamos para que não haja maquiagem (serviços de última hora). Nós reuniremos segunda-feira para escolher os pontos principais de visitas”, confirmou a agenda o líder Sílvio Costa Filho (PTB).
A pouco mais de um ano da eleição municipal de 2016, os levantamentos, por região, vão subsidiar – a oposição não nega – a campanha eleitoral no ano que vem. Embora apenas uma minoria dos 13 deputados participe das agendas do Pernambuco de Verdade, a bancada já realizou visitas de fiscalização a obras e instalações do governo no Recife, Região Metropolitana e Matas Sul e Norte do Estado.
“As visitas nos permitem conhecer em que fase estão as obras, saber o andamento, conferir as condições dos serviços públicos, e têm levado o governo a reagir de alguma forma (realizar serviços e retomar ações). Os levantamentos vão nos permitir um diagnóstico e fazermos pedidos de informação ao governo”, avalia Sílvio Costa Filho.
Lançado em março, o Pernambuco de Verdade – antítese do Todos por Pernambuco, criado no governo Eduardo Campos (PSB) e mantido por Paulo Câmara (PSB) para coletar sugestões e discutir prioridades com a população – é um instrumento que tem balizado os pronunciamentos da oposição no plenário da Alepe.
Jornal do Commercio

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