Náutico prepara Aflitos para voltar a mandar jogos

Foto: Bobby Fabisak/Acervo JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/Acervo JC Imagem
O Náutico achou a brecha que esperava para repensar sua relação com a Arena.
A deixa foi dada pelo Governo do Estado, que criou uma comissão em fevereiro para discutir algumas cláusulas do contrato com o consórcio e evitar ter que cobrir o rombo nas contas da Arena toda vez que a meta de R$ 110 milhões de faturamento anual não for batida.
Em 2015, serão R$ 93 milhões.
Tanto o Governo quanto o Náutico, porém, sabem que rescindir o contrato unilateralmente é praticamente impossível. Os dois tentam apenas melhorar as condições.
E uma das condições que o Náutico quer é voltar a jogar algumas partidas em sua casa, nos Aflitos.
A direção, inclusive, já está levantando os custos para reformar o estádio, que vinha sendo usando pelo América no Pernambucano, mas que, por falta de laudo, foi interditado.
Um dos argumentos que o Náutico vai usar com a Arena é o de custos. Como o Governo pretende reduzir o aporte em dinheiro, o consórcio é que teria que mexer nos cofres para cumprir o que havia acordado com os alvirrubros.
O Náutico argumenta que Arena tem prejuízo ao marcar todos os jogos do Náutico lá, inclusive os de horários não adequados para um lugar que tem sérios problemas de mobilidade, difícil de chegar às 19h, e de sair quando as partidas começam às 22h.
Como até agora a Arena vinha repassando o prejuízo ao Governo, como no caso dos R$ 93 milhões desse ano, o consórcio não vinha ligando muito para isso. Mas a partir da renegociação do Estado, a história seria diferente.
As reformas nos Aflitos começam assim que o orçamento sair.

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